3 de fevereiro de 2026
A decisão de seguir a carreira militar é pessoal, mas as consequências nunca são só de quem veste a farda. Cada transferência muda rotinas, cada missão altera planos e cada ausência deixa marcas silenciosas dentro de casa. Ao longo da carreira, famílias inteiras precisam se reorganizar, cônjuges recomeçam do zero em novas cidades e filhos aprendem cedo a se adaptar a despedidas, mudanças e incertezas que não aparecem nos manuais nem nas estatísticas oficiais. Tudo isso faz parte da realidade de quem vive a carreira militar. Entender o militar exige olhar além do uniforme e reconhecer que, muitas vezes, a família também serve, mesmo sem patente, sem soldo e sem reconhecimento formal. 💬 Quem vive essa realidade entende. Como isso impactou a sua família?
3 de fevereiro de 2026
Muito antes do posto ou graduação, existe a formação, e antes da formação técnica, existem valores. O militar não é definido apenas pelo que faz, mas pelo conjunto de princípios que orienta suas decisões, mesmo fora do quartel. Entre eles: * Hierarquia e disciplina, que garantem organização e confiança mútua. * Lealdade, à missão, à tropa e à instituição. * Honra, como parâmetro de conduta, inclusive na vida civil. * Espírito de sacrifício, que aceita o risco em favor do coletivo. * Disponibilidade permanente, que não se encerra ao fim do expediente. Esses valores não são retóricos, eles justificam deveres, restrições de direitos e um regime jurídico próprio, entender o militar exige ir além da farda. Exige compreender a base ética que sustenta a carreira. 📚 Fonte: Estatuto dos Militares (Lei nº 6.880/1980) Doutrina Militar Brasileira 💬 Qual desses valores mais marcou sua trajetória? Comente.
3 de fevereiro de 2026
Muita gente ainda chama de “Previdência Militar”. Mas esse é o primeiro erro de leitura. O Sistema de Proteção Social dos Militares não funciona como o regime previdenciário civil. Ele foi pensado para sustentar disponibilidade permanente, risco da atividade e vinculação vitalícia à carreira. O que quase ninguém explica com clareza: • O sistema não protege só a velhice, mas também a incapacidade, a morte e a família do militar. • Não existe aposentadoria. Existe passagem para a reserva, com deveres que continuam. • A contribuição não garante escolha de permanência ou saída do sistema. • O vínculo não se encerra com o fim da atividade operacional. Quando se compara o sistema militar com o civil sem esse contexto, a análise fica incompleta. E conclusões apressadas viram narrativa pública. A discussão não é sobre privilégio. É sobre modelo jurídico distinto, com obrigações e restrições próprias. Essa série não defende versões. Ela explica fatos. 📚 Fontes: Lei nº 13.954/2019 Caderno de Orientação sobre o Sistema de Proteção Social dos Militares das Forças Armadas Secretaria de Economia e Finanças do Ministério da Defesa 👉 No próximo episódio: Por que o militar não se “aposenta” como o civil? 💬 Já tinha ouvido essa […]
3 de fevereiro de 2026
O que poucos explicam é que os militares não passaram por uma reforma previdenciária comum. O que houve foi uma reestruturação do sistema, com mudanças profundas na carreira, no tempo de serviço e nas contribuições. Algumas verdades que quase ninguém detalha: • O tempo mínimo de serviço aumentou. • A contribuição passou a incidir também sobre pensionistas. • Direitos que antes eram tratados como “vantagens” foram reorganizados como parte da estrutura da carreira. • Não houve opção de escolha individual: a mudança foi automática. O discurso público focou em números. Mas a realidade se refletiu na rotina, na família e no planejamento de vida de quem veste a farda. Essa série existe para separar versões de fatos. Sem torcida. Sem manchete fácil. 👉 Nos próximos episódios, vamos falar sobre quem perdeu, quem ganhou e o que ficou mal explicado. 📚 Fontes: Lei nº 13.954/2019 Caderno de Orientação sobre o Sistema de Proteção Social dos Militares das Forças Armadas Secretaria de Economia e Finanças do Ministério da Defesa 💬 Você sentiu essas mudanças na prática?
3 de fevereiro de 2026
O militar pode ser acionado a qualquer momento, independentemente de dia, horário ou local. Além disso, a mobilidade geográfica é uma característica estrutural da profissão, com transferências que podem ocorrer ao longo de toda a vida funcional. Essa realidade impacta não apenas a rotina profissional, mas também a organização familiar, a vida social e o planejamento pessoal. Diferentemente de outras carreiras públicas, o local de trabalho do militar não é uma escolha definitiva, mas uma necessidade do serviço. Compreender essa disponibilidade constante é essencial para analisar direitos, deveres e limites da atuação estatal sobre a vida do militar. 👉 Siga o perfil para acompanhar análises jurídicas e institucionais relevantes para a carreira militar.
3 de fevereiro de 2026
O Exército Brasileiro inicia, a partir de 2026, uma transição no padrão de coturnos utilizados pela tropa. O tradicional modelo preto engraxado deixa de ser referência principal, dando lugar a novos coturnos voltados à funcionalidade operacional. A mudança prevê três cores oficiais, definidas conforme o tipo de tropa e o ambiente de atuação: * Coyote (marrom-claro): padrão geral para a tropa. * Marrom escuro: destinado a Paraquedistas e tropas de Operações Especiais. * Verde selva: uso pelas tropas de selva e do Pantanal. 📅 Cronograma de implementação: * Janeiro de 2026: Forças Especiais e Guarda Presidencial. * Janeiro de 2027: obrigatoriedade para o restante da tropa. Os novos modelos priorizam critérios técnicos como desempenho, ergonomia, resistência e adaptação ao terreno, utilizando materiais mais adequados às exigências da atividade militar contemporânea. O foco deixa de ser estético e passa a ser operacional. A atualização reflete uma mudança de mentalidade no fardamento, alinhada às necessidades reais do serviço e às condições enfrentadas pela tropa no dia a dia. 👉 Siga o perfil para acompanhar análises jurídicas e institucionais relevantes para a carreira militar. Fonte: SGEx RUE
3 de fevereiro de 2026
Quando se fala em montepio militar, um equívoco é repetido com frequência. MITO O montepio militar foi criado como um benefício gratuito, custeado integralmente pelo Estado, sem contribuição dos militares. VERDADE O montepio militar teve natureza contributiva desde a sua origem. O Plano de 23 de setembro de 1795 determinou que os oficiais contribuíssem obrigatoriamente, todos os meses, com parte de seus soldos. Esses descontos não eram opcionais. Os valores arrecadados não formavam um fundo individualizado. Desde o início, funcionavam sob um regime de repartição simples, sendo absorvidos pela Real Fazenda, que assumia, em contrapartida, o pagamento das pensões e da reserva remunerada. A própria redação histórica do plano esclarece que os recursos ficariam “desde logo confundidos com a Real Fazenda”, afastando a ideia de um benefício gratuito ou desvinculado da contribuição dos militares. Fonte: Caderno de Orientação sobre o Sistema de Proteção Social dos Militares das Forças Armadas (SEF) 👉 Siga o perfil para acompanhar decisões relevantes e seus impactos práticos.
3 de fevereiro de 2026
A Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais fixou uma tese importante sobre fraudes bancárias realizadas por meio do Pix. Na prática, a decisão reconhece que as instituições financeiras podem ser responsabilizadas quando o golpe ocorre por técnicas de engenharia social. Mesmo nos casos em que a vítima fornece dados ou autoriza a transação, isso não afasta automaticamente a responsabilidade do banco. O entendimento parte do princípio de que fraudes digitais integram o risco da atividade bancária. Por isso, as instituições têm o dever de adotar mecanismos eficazes de prevenção, monitoramento e bloqueio de operações atípicas, especialmente quando envolvem consumidores em situação de vulnerabilidade. A tese também esclarece que, havendo culpa concorrente, a indenização deve ser fixada de forma proporcional à contribuição de cada parte para o dano, evitando tanto a exclusão automática da responsabilidade quanto a imputação integral sem análise do caso concreto. Essa uniformização traz mais segurança jurídica e fortalece a proteção do consumidor diante do aumento dos golpes digitais. 👉 Siga o perfil para acompanhar decisões relevantes e seus impactos práticos.
3 de fevereiro de 2026
Quantas vezes você já ouviu que é melhor não falar, não perguntar e só obedecer? Dentro das Forças Armadas, essa mentalidade é conhecida como a “cultura do não fale, não pergunte.” Mas esse silêncio, muitas vezes visto como prudência, acaba servindo ao sistema — e não ao militar. Quando ninguém questiona, injustiças se repetem, direitos são esquecidos e oportunidades se perdem. Romper esse ciclo não é insubordinação. É agir de forma consciente, estratégica e juridicamente amparada para proteger sua carreira, sua saúde e o futuro da sua família. Falar sobre direitos não é falta de disciplina. É o primeiro passo para que a hierarquia e o respeito caminhem junto com a justiça. 💬 Você acha que ainda existe essa cultura do silêncio dentro das Forças? #DireitoMilitar #CulturaDoSilêncio #ForçasArmadas #CarreiraMilitar #JustiçaMilitar #JalilGubianiAdvogados









