
O Superior Tribunal Militar decidiu manter a condenação de um ex-segundo tenente do Exército acusado de maus-tratos qualificados durante um Treinamento Físico Militar realizado em 2023.
Segundo a denúncia do Ministério Público Militar, aspirantes teriam sido submetidos a exercícios físicos muito acima do padrão previsto. Entre eles, 200 a 250 polichinelos com chutes nos calcanhares, além de corrida de aproximadamente três quilômetros.
Durante o treinamento, um dos aspirantes apresentou sinais graves de exaustão e acabou desmaiando.
O militar foi diagnosticado com rabdomiólise, condição causada por lesão intensa das fibras musculares que pode levar a complicações renais graves. O quadro evoluiu para insuficiência renal aguda e síndrome compartimental.
De acordo com o processo, o aspirante ficou com sequelas permanentes, incluindo lesão no nervo fibular que compromete a movimentação do pé.
O STM manteve a pena de um ano e cinco meses de reclusão, com suspensão condicional da pena por dois anos.
O caso também reacende um debate relevante dentro das Forças Armadas: quais são os limites da disciplina e da exigência física nos treinamentos militares, especialmente quando existem protocolos médicos e regras de segurança estabelecidas.
💬 Na sua visão, onde deve estar o limite entre disciplina e excesso em treinamentos militares?