Sempre que aparece uma manchete falando em “rombo” ou “déficit” dos militares, a comparação quase sempre é feita com o INSS.


Sempre que aparece uma manchete falando em “rombo” ou “déficit” dos militares, a comparação quase sempre é feita com o INSS.
Só que existe um detalhe que muita gente ignora:
o sistema dos militares não é previdenciário.
Ele é um modelo de proteção social, criado para garantir a existência e a prontidão das Forças Armadas.
Na prática, isso muda tudo.
O militar não contribui para a própria inatividade como acontece no regime civil.
A passagem para a reserva não é uma aposentadoria comum.
E a carreira exige disponibilidade, risco e limitações que não existem em outras profissões.
Além disso, existe um ponto que distorce ainda mais o debate:
o chamado “déficit” parte de uma lógica errada.
Ele tenta analisar um modelo que não foi feito para se sustentar com contribuições individuais, como se fosse um sistema previdenciário tradicional.
É como cobrar equilíbrio financeiro de algo que, por definição, é custeado pelo Estado, assim como qualquer estrutura de defesa nacional.
O resultado?
Comparações rasas, números mal interpretados e uma narrativa que não explica a realidade.
Discutir gasto público é importante.
Mas entender o que está sendo comparado é essencial.
💬 Você já tinha visto essa diferença sendo explicada assim?

Laís Jalil Gubiani
Laís Jalil Gubiani
Laís é advogada especialista em Direito Militar. Com mais de 10 anos de experiência na defesa dos militares com muitos êxitos em diversos temas relacionado ao Exército Brasileiro, Marinha do Brasil e Aeronáutica.

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