O reajuste de 9% no soldo militar foi dividido em duas parcelas de 4,5%, a primeira em 2025 e a segunda em 2026. No entanto, esse aumento não é suficiente para compensar a defasagem salarial acumulada desde o último reajuste em janeiro de 2019.


O reajuste de 9% no soldo militar foi dividido em duas parcelas de 4,5%, a primeira em 2025 e a segunda em 2026. No entanto, esse aumento não é suficiente para compensar a defasagem salarial acumulada desde o último reajuste em janeiro de 2019.
A inflação acumulada de 32,28% entre 2020 e abril de 2025 supera em muito o reajuste de 9%. Isso resultou em uma perda de poder de compra de 53% para militares e pensionistas.
Impactos do reajuste e da defasagem:
• O reajuste de 9% (fracionado entre 2025 e 2026) representa apenas 1,28% ao ano, considerando o período de sete anos sem correção salarial.
• Pensionistas também receberão o aumento, mas a base do soldo continua defasada, o que limita o impacto real para muitos.
• Para militares da ativa, o aumento de R$2.350,42 para um Coronel ainda não compensa a defasagem de 53% nos rendimentos.
Pontos importantes:
• A Lei 13.954/2019 estabeleceu um novo patamar salarial, mas não corrigiu a defasagem histórica.
• A defasagem acumulada desde 2019 é superior ao reajuste concedido, impactando diretamente o poder de compra.
Esse desajuste salarial tem gerado descontentamento, já que muitos militares e pensionistas não sentirão uma melhoria substancial em suas finanças, apesar do reajuste.
💬 O que você acha do reajuste de 9%? Você acredita que a defasagem ainda precisa ser corrigida de forma mais eficaz?

Laís Jalil Gubiani
Laís Jalil Gubiani
Laís é advogada especialista em Direito Militar. Com mais de 10 anos de experiência na defesa dos militares com muitos êxitos em diversos temas relacionado ao Exército Brasileiro, Marinha do Brasil e Aeronáutica.

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