Ela não se limita ao caso individual: envolve a preservação da hierarquia, da disciplina e do padrão de conduta exigido dos oficiais das Forças Armadas. Quando o STM julga esse tipo de processo, o Tribunal avalia se a conduta praticada rompeu valores essenciais ao oficialato e se a permanência do militar continua compatível com as responsabilidades do cargo. Além disso, a legislação vigente prevê que, decretada a perda do posto, da patente e, consequentemente, dos proventos, os dependentes podem requerer a transferência desses proventos por meio do instituto da morte ficta. Em que pese a atual discussão no âmbito do TCU sobre o cabimento desse instituto, é importante destacar que a norma permanece em vigor, garantindo o benefício. Observa-se, inclusive, que os militares inativos também perdem seus proventos, estejam eles reformados ou na reserva remunerada. Esse rito existe justamente para garantir legalidade, controle institucional e a integridade da estrutura militar. Decisões dessa natureza repercutem dentro e fora das Forças Armadas. Elas influenciam a credibilidade das instituições, o respeito às normas constitucionais e a estabilidade do próprio Estado. Se este conteúdo te ajudou, deixe a sua curtida. Isso nos mostra que vale seguir trazendo análises sérias e responsáveis sobre temas relevantes […]