29 de junho de 2026

Começou como uma ideia legislativa no portal e-Cidadania do Senado. Em poucos meses, passou de 25 mil apoios e virou a Sugestão 6/2026, agora convertida no Projeto de Lei 2557/2026.

Começou como uma ideia legislativa no portal e-Cidadania do Senado. Em poucos meses, passou de 25 mil apoios e virou a Sugestão 6/2026, agora convertida no Projeto de Lei 2557/2026. O que o PL prevê? 🔹 Isenção total de Imposto de Renda para militares das Forças Armadas e forças auxiliares (PMs e bombeiros militares). 🔹 Aplicação pra ativa, reserva remunerada e reformados. 🔹 Restrição importante no parecer do relator: a isenção valeria só sobre as parcelas remuneratórias ligadas ao exercício do cargo militar. Outros rendimentos ficariam de fora. A justificativa do autor da ideia, posteriormente referendada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH), aponta a natureza singular da carreira militar: dedicação integral, riscos permanentes, sem direito a greve, sem horas extras formalizadas. Em paralelo, vale lembrar: desde janeiro de 2026, a faixa de isenção de IR subiu pra R$ 5 mil, beneficiando boa parte da tropa. O novo PL pretende ampliar o benefício pra todos, independentemente do soldo. Pontos em aberto que ainda serão debatidos: 🔸 Impacto fiscal e necessidade de compensação orçamentária. 🔸 Eventual criação de teto de rendimentos pra aplicação da isenção. 🔸 Discussão sobre constitucionalidade (princípio da isonomia tributária). Acolhimento na comissão não […]
29 de junho de 2026

A pergunta parece simples, mas dividiu até o STJ.

A pergunta parece simples, mas dividiu até o STJ. Em abril de 2026, a 3ª Seção do STJ decidiu, por maioria, que o feminicídio cometido por militar contra militar, mesmo dentro de quartel, deve ser julgado pelo Tribunal do Júri (Justiça comum), e não pela Justiça Militar. O caso de referência envolve o ex-soldado Kelvin Barros, acusado do feminicídio da cabo Maria de Lourdes Freire, dentro de um quartel do Exército em Brasília, em dezembro de 2025. A defesa tentou levar o caso pra Justiça Militar. Em maio de 2026, o ministro Gilmar Mendes (STF) negou o habeas corpus e manteve o caso no Júri. A lógica jurídica é a seguinte: 🔹 O Tribunal do Júri tem competência constitucional pra julgar crimes dolosos contra a vida. 🔹 A Justiça Militar julga crimes militares, ou seja, condutas com nexo funcional com a atividade castrense. 🔹 Feminicídio é um crime de motivação pessoal e violência de gênero. Não tem relação com hierarquia, disciplina ou função militar. Resultado prático: ocorre uma cisão dos processos. O feminicídio e a ocultação de cadáver vão pro Júri. Já crimes conexos que atingem bens da administração militar (dano ao patrimônio, furto de arma de serviço, fraude processual) […]
29 de junho de 2026

A Ideia Legislativa que propõe isenção total de Imposto de Renda (IR) para todos os militares das Forças Armadas e forças auxiliares agora se tornou a SUG 6/2026 no Senado.

A Ideia Legislativa que propõe isenção total de Imposto de Renda (IR) para todos os militares das Forças Armadas e forças auxiliares agora se tornou a SUG 6/2026 no Senado. A proposta, que já obteve 25.718 apoios, reconhece a natureza singular da carreira militar, marcada por dedicação integral, restrições de direitos, riscos permanentes e disponibilidade contínua ao Estado. Objetivos principais da isenção: • Valorização da carreira militar • Melhoria da qualidade de vida das famílias militares • Incentivo à permanência no serviço e ao comprometimento com a defesa da Pátria A proposta visa compensar a natureza única das Forças Armadas, proporcionando maior dignidade à tropa. Por outro lado, o debate sobre a viabilidade fiscal e as implicações orçamentárias da medida também está em pauta. Próximos passos: A proposta agora segue para debate no Senado, podendo ser alterada antes da votação final. 💬 O que você pensa sobre a isenção total de IR para militares? Ela é uma medida justa?
29 de junho de 2026

O Projeto de Lei 1307/2026, conhecido como Lei Gisele Santana, propõe que feminicídios cometidos por militares sejam julgados pela Justiça comum, ou seja, no Tribunal do Júri.

O Projeto de Lei 1307/2026, conhecido como Lei Gisele Santana, propõe que feminicídios cometidos por militares sejam julgados pela Justiça comum, ou seja, no Tribunal do Júri. Atualmente, esses crimes são analisados pela Justiça Militar, o que, segundo críticos, pode prejudicar a transparência e a imparcialidade do julgamento, especialmente quando há envolvimento de membros das Forças Armadas. O projeto de lei foi apresentado pela deputada Maria do Rosário (PT) e vem em um momento crítico, com aumento dos feminicídios no Brasil. A medida busca reforçar a proteção às mulheres e garantir que crimes de violência de gênero não sejam tratados sob o prisma da hierarquia militar. Pontos principais do PL: • Transferência de competência para a Justiça comum • Julgamento de feminicídios no Tribunal do Júri • Maior transparência e imparcialidade na investigação e julgamento Por que isso é importante? A mudança visa evitar o que é visto como uma proteção excessiva a militares acusados de crimes graves, como o feminicídio. Para especialistas, a competência da Justiça Militar para esses casos pode enfraquecer a responsabilização e dificultar a confiança da sociedade no processo judicial. A Lei Gisele Santana também visa alinhar o Brasil às diretrizes de direitos humanos previstas internacionalmente, […]
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