22 de dezembro de 2025

STF X STM?

Após a conclusão da AP 2.668, o Supremo Tribunal Federal comunicou formalmente o Superior Tribunal Militar, como determina o art. 142 da Constituição nos casos em que oficiais recebem pena superior a dois anos. Com esse ofício, o STM está habilitado a conduzir o rito específico de possível perda de posto e patente. Paralelamente, o Ministério Público Militar prepara a representação por indignidade ou incompatibilidade, documento que formaliza o início do procedimento. Neste momento, o processo está em fase inicial: • o STM já foi oficiado • a representação está em elaboração • ainda não há relator designado • o mérito não foi analisado Nenhuma decisão sobre perda de patente foi tomada até agora. Nos próximos conteúdos, vamos explicar as etapas seguintes e como o rito se desenvolve até o julgamento final. Se este conteúdo te ajudou, deixe o like — isso nos mostra que vale seguir trazendo clareza sobre o tema. Fonte: Constituição Federal, art. 142, §3º; Lei 8.457/1992; AP 2.668 (STF).
22 de dezembro de 2025

Laís Jalil é fonte técnica da CNN em análise sobre o rito de perda de patente.

A Procuradoria-Geral de Justiça Militar está preparando a representação que pode levar o Superior Tribunal Militar a analisar a perda de posto e patente de Jair Bolsonaro e de oficiais-generais citados no núcleo 1 da AP 2.668, conforme apuração divulgada pela CNN Brasil. Essa etapa é essencial para o início do procedimento previsto na Constituição Federal e no Estatuto dos Militares, destinado a avaliar indignidade ou incompatibilidade para o exercício do oficialato. O STM, nessa fase, não revisa a condenação penal já determinada pelo STF: sua função é realizar um juízo ético-institucional, verificando se a conduta permanece compatível com os pilares da carreira militar — honra, hierarquia, disciplina e ética castrense. A CNN Brasil contou com a contribuição técnica da advogada Laís Jalil, especialista em Direito Militar do escritório, para esclarecer a natureza híbrida desse procedimento e o papel do STM nesse tipo de julgamento. A perda de patente é a medida mais severa da carreira militar e só é aplicada quando a gravidade da conduta rompe os fundamentos que sustentam o oficialato. Seguiremos acompanhando o andamento desse procedimento com responsabilidade, técnica jurídica e total compromisso com a legalidade. Fonte: Constituição Federal, art. 142, §3º; Estatuto dos Militares (Lei 6.880/1980); […]
22 de dezembro de 2025

Quando um oficial das Forças Armadas é condenado por crime pelo STF, o processo não termina ali. Isso porque a perda do posto e da patente não é automática.

📌 Quem decide sobre a cassação? A Constituição é clara: ➡️ A competência para retirar o posto e a patente dos oficiais é exclusiva do STM (Superior Tribunal Militar). Só após esse julgamento específico o militar deixa oficialmente de integrar o oficialato. ⚠️ E o que acontece depois disso? Uma vez cassados o posto e a patente pelo STM, ocorre também a perda integral dos proventos, conforme previsto na MP 2.215-10/2001. Essa consequência alcança: ✔️ militares na ativa, ✔️ inativos, ✔️ reformados, ✔️ e integrantes da reserva remunerada. Ou seja: a remuneração desaparece completamente. 📌 E a família? Como fica? A partir dessa decisão do STM, passa a operar o instituto da morte ficta, previsto na Lei de Pensões Militares. Esse mecanismo garante proteção aos dependentes, permitindo o acesso à pensão mesmo quando o militar perde tudo — justamente pela lógica da proteção social e familiar. ⚖️ Embora o TCU tenha tentado restringir esse direito, exigindo “morte real”, a legislação continua vigente e deve ser interpretada pelo Judiciário, não podendo ser afastada por simples entendimento administrativo. ✔️ Resumo para quem chegou agora: • O STF julga o crime. • O STM decide sobre a perda do posto e da patente. […]
22 de dezembro de 2025

A perda de posto e patente é a medida institucional mais severa dentro da carreira militar.

Ela não se limita ao caso individual: envolve a preservação da hierarquia, da disciplina e do padrão de conduta exigido dos oficiais das Forças Armadas. Quando o STM julga esse tipo de processo, o Tribunal avalia se a conduta praticada rompeu valores essenciais ao oficialato e se a permanência do militar continua compatível com as responsabilidades do cargo. Além disso, a legislação vigente prevê que, decretada a perda do posto, da patente e, consequentemente, dos proventos, os dependentes podem requerer a transferência desses proventos por meio do instituto da morte ficta. Em que pese a atual discussão no âmbito do TCU sobre o cabimento desse instituto, é importante destacar que a norma permanece em vigor, garantindo o benefício. Observa-se, inclusive, que os militares inativos também perdem seus proventos, estejam eles reformados ou na reserva remunerada. Esse rito existe justamente para garantir legalidade, controle institucional e a integridade da estrutura militar. Decisões dessa natureza repercutem dentro e fora das Forças Armadas. Elas influenciam a credibilidade das instituições, o respeito às normas constitucionais e a estabilidade do próprio Estado. Se este conteúdo te ajudou, deixe a sua curtida. Isso nos mostra que vale seguir trazendo análises sérias e responsáveis sobre temas relevantes […]
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